Como Blumenau se tornou um endereço estratégico para multinacionais globais de tecnologia
Como Blumenau se tornou um endereço estratégico para multinacionais globais de tecnologia
Data de publicação: 02/10/2026
Ao decidir onde instalar ou expandir operações no Brasil, multinacionais de tecnologia raramente escolhem pelo tamanho da cidade. Escolhem pelo que ela consegue entregar: infraestrutura, previsibilidade operacional, aderência cultural e, cada vez mais, acesso a profissionais qualificados. É essa combinação, construída ao longo de décadas, que colocou Blumenau no radar de empresas que operam em escala global.
A cidade catarinense reúne atributos que cidades maiores nem sempre oferecem com a mesma consistência: uma base industrial consolidada, forte herança germânica que facilita a integração com empresas europeias, e um ecossistema educacional alinhado às demandas reais do mercado de tecnologia. Não por acaso, nos últimos anos Blumenau passou a abrigar operações estratégicas de multinacionais que buscam crescer com agilidade e controle de risco.
No centro dessa transformação está o Grupo ProWay, especializado em educação corporativa em Tecnologia da Informação, Comunicação e Negócios, que completou 31 anos. Ao longo de três décadas, a empresa foi construindo algo que vai além de um portfólio de cursos: a capacidade de funcionar como elo entre a estratégia de crescimento de empresas globais e o desenvolvimento de profissionais, com trilhas desenhadas a partir das necessidades específicas de cada operação, não do mercado genérico de treinamento.
Duas parcerias estratégicas mostram como esse modelo funciona, e por que ele interessa a gigantes do setor.
A primeira é de longa data. Há cerca de 20 anos, a T-Systems, braço digital do grupo Deutsche Telekom, chegou a Blumenau e, em vez de disputar no mercado um talento que já era escasso, escolheu investir na formação local em parceria com a ProWay. O que começou como iniciativa pontual amadureceu até se tornar, em 2022, o T-Academy: um programa de capacitação que funciona como pipeline contínuo de talentos para a operação.
Em 2025, os bootcamps do T-Academy nas áreas de SAP e AMS (Application Management Services) somaram mais de 5 mil inscritos e resultaram na integração de cerca de 50 profissionais a projetos da empresa. No mesmo ano, a unidade de Blumenau foi elevada ao status de Centro Global de Delivery (GDC) da T-Systems, passando a integrar a rede internacional de hubs estratégicos que inclui operações na Espanha, Eslováquia, Hungria e Índia, responsáveis por serviços de alto valor agregado como segurança da informação, infraestrutura em nuvem e gestão de sistemas de TI.
"O mercado não precisa apenas de mais profissionais, mas de gente preparada para desafios reais. Quando a formação está conectada à estratégia do negócio, ela se torna um ativo competitivo”, diz Guilherme Celso Tomio, vice-presidente de Planejamento e Inovação, Grupo ProWay.
Upskilling e reskilling - A segunda parceria traz à tona um movimento que ganhou força dentro das grandes empresas de tecnologia: o investimento em upskilling e reskilling. O primeiro conceito se refere ao aprofundamento de competências que o profissional já possui; o segundo, à requalificação para funções inteiramente novas, em geral ligadas a tecnologias que surgem mais rápido do que o mercado consegue formar especialistas. Juntos, os dois termos descrevem uma mudança de postura: em vez de buscar fora o que não existe em quantidade suficiente, desenvolver internamente quem já conhece o negócio.
É nesse contexto que a Capgemini, multinacional francesa presente em mais de 50 países, estruturou com a ProWay um programa que prevê a capacitação de aproximadamente 330 profissionais ao longo de 2026, em cerca de 970 horas de treinamento. O foco está em desenvolvimento de software, automação de testes e inteligência artificial generativa — exatamente onde a distância entre demanda e oferta de talentos é mais crítica.
O que muda com esse modelo?
Empresas reduzem o tempo entre contratação e produtividade, diminuem a dependência de um mercado cada vez mais disputado e ganham previsibilidade para expandir equipes. Para Blumenau, cada parceria dessas significa mais operações estratégicas instaladas na cidade e mais visibilidade no mapa global de tecnologia.
"As organizações já entenderam que não podem depender apenas da contratação. É preciso desenvolver quem já está dentro de casa, com trilhas estruturadas e alinhadas às demandas reais dos projetos", afirma Sergio José Tomio, CEO da ProWay.
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AUTORIA: Bruna Campos - Assessoria de Imprensa da ProWay
FONTE: ProWay